
Guilherme de Faria nasceu no dia 6 de Outubro de 1907, em Guimarães.
Em 1919 mudou-se, com a família, para Lisboa. Suicidou-se na Boca do Inferno [Cascais], com apenas 21 anos, no dia 4 de Janeiro de 1929.
Publicou sete livros de poesia: Poemas e Mais Poemas [1922], Sombra [1924], Saudade Minha [1926], Destino e Manhã de Nevoeiro [1927] e, editado postumamente, Desencanto [1929]; também póstuma, mas organizada de acordo com as suas indicações, foi a edição da antologia Saudade Minha [1929], reeditada em 2007. Publicou ainda Oração a Santo António de Lisboa [1926] e organizou uma Antologia de Poesias Religiosas [que só seria publicada em 1947].
Guilherme de Faria foi poeta e editor, correspondeu-se e relacionou-se com os mais importantes poetas e artistas portugueses da década de 20 do século passado. A sua poesia compreende-se no contexto do Neo-Romantismo Saudosista e do Saudosismo Integralista, e habita o âmago da tradição lírica portuguesa. Poeta de um passadismo nocturno, elegíaco e doce que só se realiza em diálogo com a morte redentora, Guilherme de Faria acabou por ser esquecido, devido à sua morte tão prematura, às especificidades quase anacrónicas da sua poesia e à proximidade ideológica ao Integralismo Lusitano.
No centenário do seu nascimento, a descoberta de manuscritos autógrafos, correspondência, fotografias e livros da sua biblioteca pessoal, torna possível reconstituir o seu contexto vital, redescobrir a sua vida e obra e restitui-las à História da Literatura Portuguesa.

